31 janeiro, 2014

Okay? Okay.




Ops, alguns dias fora, mas finalmente voltei!


Eu tinha vários posts programados pra essa semana, mas por um feliz acontecimento resolvi trocar um pouco a ordem deles...


O que acontece é que eu finalmente terminei de ler o livro "A culpa é das estrelas" de John Green. (Lançado no Brasil pela Editora Intrínseca, que lança muitos livros bons por sinal!) E cara... Não é mole não!
Em primeiro lugar eu gostaria de agradecer imensamente ao John Green, por dar de presente à todos os leitores esse livro incrível! Toda propaganda e indicações que eu recebi, de fato fizeram sentido pra mim, e o livro foi além das minhas expectativas!

Bom, pra começar, eu não vou falar muito sobre a história, só o básico mesmo, pois eu sei que a maioria já deve saber sobre o que se trata. Mas o que eu quero mesmo é tirar da minha garganta o que está preso desde ontem à noite (quando eu terminei de ler).

Eu já tinha noção de que seria triste e iria chorar bastante, afinal eu já tinha lido uma "história sobre câncer" antes (No caso, o mangá "Socrates in love"), e que foi bastante comovente, mas não como essa... Com certeza não. Eu tinha noção do que viria pela frente com esse livro... Ou pelo menos eu achava que tinha!

Como o próprio autor diz, essa não é uma história sobre o câncer, muito pelo contrário, é uma história romântica, maravilhosa como outra qualquer, com a pequena diferença de que ambos os protagonistas têm ou tiveram um tipo grave de câncer.
Isso me fez pensar, oras, por que é que as histórias de romance ou qualquer outra história deve ser apresentada com personagens perfeitamente saudáveis, obedecendo ao padrão de beleza atual? Quer dizer que todas as outras pessoas que não se encaixam nesse dito cujo padrão, não tem sequer o direito de viver uma história de amor? Nem mesmo uma simples história?

O que me surpreende no livro é o jeito como a protagonista, Hazel Grace fala sobre o câncer, acho que a maioria de nós só ouve falar de como é, e de como é batalhar contra essa doença, mas ninguém nunca de fato ouviu de uma pessoa com câncer o que ela sente, como ela se vê no mundo, como ela encara tudo isso. Mas a Hazel nos diz. Ela se considera uma granada, pronta pra explodir a qualquer momento, e a pior consequência que ela enxerga nisso não é a sua morte, mas a tristeza que ela tem deixado e vai deixar nas pessoas que a amam. Ela, ao contrário de muitos, não suporta a ideia de "batalhar contra o câncer" e todas essas outras frases motivadoras que dizem à pessoas doentes. Hazel permanece muito consciente de seu estado e do que vai acontecer com ela, e parece sempre estar pronta para quando de fato algo acontecer.

Ao contrário dela, o protagonista Augustus Waters, aparenta ser igualmente alguém forte e consciente de sua condição, mas não o é. Nas entrelinhas vamos conhecendo o personagem e percebendo que no fundo, ele tem medo de deixar esse mundo. Mas, mais do que isso, ele tem medo de deixar esse mundo sem ter feito algo grandioso, e como consequência ser esquecido pelos que aqui permanecerem.

Eu realmente estava esperando por uma história bem clichê, com um romance comum de adolescentes (com a exceção de que estes, no caso, tinham câncer.). Mas o que vi foi uma história incrível, cheia de metáforas geniais (inclusive a principal delas em que Augustus gosta de manter um cigarro na boca, sem acendê-lo. Ele coloca algo mortal entre seus dentes, mas não lhe dá o poder concluir sua tarefa), uma amizade inocente que se tornou um amor inexplicavelmente forte e belo (Talvez muito mais puro, forte e belo do alguns casais "saudáveis" de hoje em dia...).

Enfim, eu falei tanto, apesar disso, acho que não falei nem metade do que eu gostaria, mas pra isso eu teria que dar alguns spoilers.
Esse ano sairá um filme baseado no "A Culpa é das Estrelas", e eu quero muito ver! Espero que seja fiel ao livro, pois vale muito a pena!
Eu recomendo este livro com toda certeza do mundo, e com mais certeza ainda digo que ela ficará na minha memória!


E para finalizar, vou colocar algumas citações do livro:

"-Meus medos?
-É.
-Eu tenho medo de ser esquecido."

"Esse é o problema da dor, ela precisa ser sentida."

"Alguns infinitos são maiores que outros"

"Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados"


Kissu da Anna :*

P.S.: Não consigo parar de folhear o livro e reler algumas partes!